Implantes dentários: quando são indicados e como funciona o tratamento
A perda de um ou mais dentes pode afetar muito mais do que a aparência do sorriso. Dependendo da situação, pode interferir na mastigação, na distribuição das forças sobre os dentes restantes e no conforto durante atividades do dia a dia.
No Brasil, a perda dentária ainda é um problema relevante. O levantamento nacional SB Brasil 2023 mostrou que 36,48% das pessoas entre 65 e 74 anos avaliadas apresentavam edentulismo, ou seja, ausência total de dentes. O dado ajuda a dimensionar a importância das alternativas de reabilitação disponíveis atualmente.
Os implantes dentários são uma dessas alternativas. Em termos simples, o implante funciona como uma estrutura instalada no osso para servir de suporte à futura prótese. Ele pode fazer parte da substituição de um único dente, de vários dentes ou de reabilitações mais extensas.
Quando o implante dentário pode ser indicado?
A ausência de um dente não significa automaticamente que o implante será a melhor solução.
A indicação depende de uma avaliação que considera a condição dos dentes remanescentes, gengiva, quantidade e qualidade óssea, mordida, hábitos de higiene, histórico de saúde e necessidades específicas do paciente.
É justamente por isso que o tratamento começa pelo diagnóstico, e não pela cirurgia.
Radiografias e, quando indicadas, imagens tridimensionais como a tomografia computadorizada ajudam a avaliar estruturas anatômicas e a região onde o implante poderá ser instalado.
Como funciona o tratamento com implantes?
Embora existam variações importantes entre pacientes, o processo costuma envolver algumas fases principais.
Primeiro é realizado o diagnóstico e o planejamento. Em seguida, quando as condições são adequadas, o implante é instalado. Depois ocorre um período de cicatrização e integração com o osso, antes ou durante as etapas necessárias para a confecção da prótese.
Em determinados casos podem ser necessários procedimentos adicionais, como tratamento periodontal, extrações ou reconstrução óssea. Em outros, o planejamento pode ser mais simples.
Por isso, não existe um único cronograma válido para todos.
Implante e prótese são a mesma coisa?
Não. Essa é uma dúvida bastante comum.
O implante dentário é o componente utilizado como suporte. A prótese é a parte responsável por substituir o dente ou os dentes no aspecto funcional e visual.
O resultado da reabilitação depende da integração entre essas estruturas, dos tecidos ao redor, da higiene e do acompanhamento profissional ao longo do tempo.
Mais importante que o implante é o planejamento
A implantodontia ampliou significativamente as possibilidades de tratamento da perda dentária, mas o objetivo não deve ser simplesmente “colocar um implante”.
O planejamento precisa considerar função, saúde, estabilidade, estética e as características individuais de cada paciente. É essa análise do conjunto que determina qual abordagem faz sentido para cada caso.





